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Numa terça-feira
de maio de 1855, às 20 horas, o professor
Hippolyte Léon Denizard Rivail compareceu
à residência da senhora Plainemaison,
à rua GrangeBatelière, 18,
em Paris, para participar, pela primeira
vez, de uma reunião com as mesas
girantes, que faziam sucesso na Cidade Luz.
No dia 18 de abril de 1857, com o pseudônimo
de Allan Kardec, o professor publicava O
Livro dos Espíritos, a obra fundamental
da Doutrina Espírita, que está
completando cento e cinqüenta anos.
Você já parou para pensar no
assunto, leitor amigo?
Em menos de dois anos, o Codificador:
•
Iniciou-se no intercâmbio com o Além.
•
Constatou a realidade da vida além-túmulo
e da manifestação dos Espíritos.
•
Propôs milhares de indagações
aos mentores espirituais que o assistiam.
•
Selecionou respostas, colocou-as em ordem
e deu corpo de doutrina a idéias
que, isoladamente, arranhavam a realidade,
mas, em conjunto, consubstanciam autêntica
revelação.
•
Evidenciou a anterioridade e continuidade
da vida física, dando sentido e objetivo
à existência humana.
Extremamente
cuidadoso, utilizou vários médiuns,
submetendo-os a indagações
idênticas sobre questões espirituais
e cotejando as respostas, no que denominava
Controle Universal das Manifestações,
a ver se exprimiam a realidade ou apenas
a opinião de um Espírito ou
médium.
Isso tudo sem um computador, sem Internet,
sem Google…Não dispunha nem
mesmo de máquina de escrever.
Foi tudo compilado, desenvolvido, organizado,
de forma manuscrita, em longas horas de
estudo e reflexão, que se estendiam
madrugada adentro.
Depois a composição tipográfica,
as revisões cuidadosas, os acertos,
tudo na unha.
Tão grandiosa quanto a própria
Codificação foi a ação
do Codificador.
Muito justas, portanto, as homenagens que
lhe rendemos nas comemorações
do sesquicentenário de nossa obra
maior.
***
Parece-me, todavia, amigo leitor que deveríamos
ir um pouco além, não apenas
admiradores, mas amigos de Kardec.
Que tipo de homenagem mais o agradaria?
Lembro algumas observações
de Jesus aos discípulos, na última
ceia (João, 15:12 e 14):
Vós
sois meus amigos se fizerdes o que vos mando.
E
o que esperava Jesus dos discípulos?
O
meu mandamento é este: amai-vos uns
aos outros como eu vos amei.
Que
ser amassem, portanto, fazendo uns pelos
outros, todo bem que desejariam receber.
Missionário do Cristo que veio alargar
os horizontes humanos, em relação
aos objetivos da existência, Kardec
aponta nessa mesma direção.
Não obstante, interessante que, a
par desse empenho, ofereçamos ao
Codificador outra homenagem – a divulgação
de sua mensagem.
Especificamente, em face das comemorações
deste ano, deve merecer nossa atenção
O Livro dos Espíritos.
Muito pode ser feito nesse particular. Algumas
sugestões:
•
Elegê-lo como objeto de presente para
amigos, familiares, colegas de serviço.
Nas festas de fim de ano, o indefectível
amigo secreto é oportunidade preciosa.
•
Doação a pessoas sem recursos.
•
Brinde aos associados do clube do livro
espírita.
•
Palestras comemorativas, enfocando os temas
abordados por Kardec, estimulando os ouvintes
sedentos de saber a procurar a fonte.
•
Campanhas do tipo Um exemplar de O Livro
dos Espíritos em cada mão,
com vendas a preço de custo.
•
Distribuição de folhetos com
trechos sucintos do livro, estimulando a
leitura.
•
Utilização dos meios de comunicação,
jornais, rádio, televisão,
enfatizando que em O Livro dos Espíritos
estão as respostas às nossas
indagações e angústias
existenciais.
É
aquele dar-se as mãos para distribuir
O Livro dos Espíritos a mão
cheia, como diria Castro Alves.
***
Uma palavrinha final, leitor amigo:
Em O Livro dos Espíritos está
o substrato da sabedoria humana, que nos
permite ensaiar um comportamento melhor,
uma visão mais ampla de nossas necessidades,
uma participação mais ativa
pela construção de um mundo
melhor.
Vivenciá-lo plenamente é desafio
para séculos de esforço e
dedicação.
Divulgá-lo não exige tanto
assim. Apenas um pouco de boa vontade.
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