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corpos celestes e corpos terrestres…
Semeia-se o corpo em corrupção,
é ressuscitado em incorrupção…
Semeia-se corpo animal, é ressuscitado
corpo espiritual. Se há corpo animal,
há também corpo espiritual…
Essas expressões são do apóstolo
Paulo, na Primeira Epístola aos Coríntios
(capítulo XV), explicando à
comunidade cristã a vida depois da
morte.
Já naquele tempo havia dúvidas
sobre o assunto. Admitia-se a sobrevivência,
mas sem uma noção de como
o Espírito, o ser pensante, uma centelha
divina, poderia agir no mundo espiritual
e expressar sua individualidade.
No livro Paulo e Estevão,
psicografia de Francisco Cândido Xavier,
o Espírito Emmanuel, exercitando
uma historiografia espírita, oferece
informações que nos permitem
entender uma observação do
apóstolo, sobre o assunto (II Coríntios,
12:2-4):
Conheço um homem em Cristo que
há 14 anos (se no corpo não
sei, se fora do corpo não sei; Deus
o sabe) foi arrebatado até o terceiro
céu. E sei que o tal homem foi arrebatado
ao paraíso e ouviu palavras inefáveis
de que ao homem não é lícito
falar.
Segundo Emmanuel, foi o próprio Paulo
quem vivenciou essa experiência maravilhosa,
transitando pelo plano espiritual durante
as horas de sono, no corpo celeste.
Como não poderia ter efetuado essa
viagem astral no corpo físico, concluiu
que há um corpo etéreo, que
situou como corpo espiritual.
Sepultado o cadáver, que entra em
decomposição, o Espírito
ressurge no plano espiritual, em seu corpo
celeste, cópia fiel do corpo físico.
Estudado por todas as escolas iniciáticas,
ele permite ao vidente identificar os Espíritos
que se apresentam à sua visão
mediúnica. Allan Kardec o denomina
perispírito, em torno do
Espírito.
O assunto merece nossa reflexão,
particularmente neste mês de novembro,
em que comemoramos o dia dos mortos.
Mais apropriadamente diríamos o dia
dos vivos, porquanto, todos que mourejamos
na Terra, estamos de certa forma sepultados
na carne, que inibe nossas percepções,
a nos impedir a visão gloriosa do
mundo espiritual, de onde viemos, para onde
retornaremos, quando a Deus aprouver, ressurgindo
em incorrupção, como
bem define o apóstolo Paulo.
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