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01
– Qual o significado do natal?
A anunciação dos anjos, na
noite sublime, define bem: paz na terra
aos homens de boa vontade. Jesus nos
trouxe o roteiro para a paz em seus ensinamentos
transcendentes, destacando-se a gloriosa
revelação de que Deus é
o nosso pai, de infinito amor e misericórdia,
que trabalha incessantemente pela felicidade
de seus filhos.
02
– Por que a paz é tão
importante?
É o tempero da felicidade. Sem ela
de nada adiantam dinheiro, poder, prestígio,
fama… um coração em
paz é mil vezes mais importante,
em favor da felicidade, que todas as glórias
do mundo.
03
– Não obstante a disseminação
da mensagem cristã, os homens permanecem
distanciados da paz. Os corações
atormentados, os lares desajustados, a sociedade
sem rumo, a economia precária, os
países em litígio… Por
quê?
É que a paz não é uma
concessão gratuita de Deus, um favor
da vida. A afirmação dos anjos
é muito clara. É preciso ter
boa vontade, infelizmente um produto escasso
na sociedade terrestre.
04
– Como definir a boa vontade?
Seria ter a vontade de ser bom, no sentido
de empenhar-se pela superação
de mazelas e imperfeições,
cultivando os valores evangélicos.
Superar, sobretudo, o comportamento egoístico,
cultivando espírito de serviço.
Por falta desse esforço prevalecem
os atritos, os desentendimentos, os interesses
pessoais, gerando a conturbação
nos lares e na sociedade.
05
– Agindo assim não estaremos
em desvantagem num mundo onde as pessoas
centralizam ações em torno
de suas conveniências e interesses,
“cada um por si e os outros que se
danem”?
Esse é o grande problema. Estamos
tão envolvidos com essa maneira de
ser que qualquer concessão à
boa vontade nos parece mera subserviência,
algo passível de nos colocar em desvantagem.
Nota-se isso desde o comportamento infantil.
Raras crianças dividem brinquedos
ou participam dos serviços do lar
“numa boa”. Sentem-se prejudicadas.
ainda não internalizamos a idéia
fundamental no cristianismo – Devemos
guardar fidelidade ao bem, buscando por
inspiração a consciência,
por orientação o empenho de
servir e por recompensa a satisfação
pelo dever cumprido.
06
– Que dizer daqueles que buscam paz
em si mesmos, fugindo do convívio
social, evitando envolver-se com os males
do mundo?
Ninguém se basta a si mesmo. Seres
sociais, fomos programados para a convivência,
como está em o Livro dos Espíritos.
Somos, por isso, interdependentes. Paz isolada
é uma ilusão que nos prende
à aridez da solidão, com todas
as neuroses que lhe são inerentes.
A verdadeira paz está do outro lado.
O próximo é a ponte.
07
– Qual a contribuição
do espiritismo em favor da boa vontade?
Kant concebia a boa vontade como algo que
deve nos mover por consciência de
dever, com abstração de quaisquer
outros motivos. Devemos cultivar a bondade
porque é o certo, o justo, o verdadeiro,
observados os ideais mais nobres que pairam
acima das limitações humanas.
É bem o pensamento espírita
a respeito do assunto. O espiritismo é
ainda mais incisivo. Oferece-nos uma visão
do mundo espiritual, onde nos aguardam as
conseqüências da má vontade,
quando, orientados pelo egoísmo,
causamos prejuízos ao próximo
por ação nociva ou omissão
irresponsável.
08
– Qual a comparação
que se poderia fazer entre Jesus e o espiritismo,
nos domínios da boa vontade?Jjesus
nos convidava ao bem. O espiritismo demonstra
ser indispensável que cultivemos
a bondade, porquanto estamos submetidos
a um mecanismo de causa e efeito, que fará
repercutir, inexoravelmente, em nossa vida,
o que fazemos à vida do próximo.
Assim, se queremos a paz, mister que a semeemos
ao nosso derredor, com a força do
bem, exercitando a boa vontade não
apenas em alguns dias de dezembro, ante
a mística do Natal, mas em todos
os dias de nossa vida, num glorioso nascimento
para as luzes do Cristo.
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