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– O que são células-tronco?
Digamos que são coringas celulares.
Podem se transformar em qualquer tipo de
célula. Há um futuro promissor
envolvendo as pesquisas sobre o assunto.
Concebe-se que poderão substituir
tecidos lesionados ou doentes (Alzheimer,
Parkinson e doenças neuromusculares),
produzir células que o organismo
deixou de produzir (diabetes), ou tratar
lesões ou disfunções
de órgãos como o cérebro,
coração, ossos, músculos
e pele.
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– Onde se localizam?
Há em vários tecidos humanos
(sangue e medula, dentre outros), mas em
quantidade mínima. No cordão
umbilical e na placenta há quantidades
maiores. As mais promissoras, em melhores
condições para finalidades
terapêuticas, são as existentes
nos embriões humanos.
3
– Que embriões seriam usados
para a retirada das células-tronco?
Na inseminação em laboratório,
em favor de mulheres com dificuldade de
engravidar, o médico retira vários
óvulos da paciente que são
fecundados pelos espermatozóides
do marido. Introduzem em seu útero
os que apresentam melhores possibilidades
de êxito. Os demais permanecem congelados.
A idéia seria usar as células-tronco
desses embriões quando descartados.
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– Há uma polêmica em
torno do assunto, envolvendo cientistas
e religiosos. Por quê?
Algumas lideranças religiosas argumentam
que esses embriões constituem uma
vida em desenvolvimento e que utilizá-los
seria o mesmo que promover um aborto, contrariando
as leis divinas.
5
– Qual a posição espírita?
Só podemos considerar posição
espírita o que está na Codificação.
Como na época de Kardec nem a mais
fértil imaginação poderia
conceber semelhante realização,
temos que nos contentar com o ponto de vista
dos espíritas.
6
– Há quem seja contra, no meio
espírita. Qual o argumento?
Defende-se a idéia de que esses embriões
têm um Espírito em reencarnação
suspensa, atendendo a problemas cármicos.
Com todo o respeito que nos merecem confrades
que concebem essa situação,
tenho dificuldade para imaginar Espíritos
literalmente na geladeira, por tempo indeterminado.
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– Na sua opinião esses embriões
não têm Espírito?
Entendo que nesses procedimentos de laboratório
um reencarnante só será ligado
ao embrião, com o concurso da Espiritualidade,
a partir do momento em que ele seja introduzido
no útero materno. Eu não teria,
portanto, nenhuma restrição
à utilização dos embriões
descartados.
8
– Não é prejudicial
ao movimento espírita essa controvérsia?
Como se costuma dizer, é da discussão
que nasce a luz. Entendo que a troca de
idéias em torno do assunto é
salutar, desde que não descambe para
a pancadaria verbal ou tenhamos a pretensão
de que somos os donos da verdade. Quando
assentar a poeira, e se avolumarem as informações
transmitidas por médiuns confiáveis,
atendendo ao que Kardec chamava universalidade
dos ensinos, chegaremos a uma conclusão
acertada. Diga-se de passagem, respeitáveis
confrades nossos perguntaram a Chico Xavier,
pouco antes de sua desencarnação,
se os embriões em laboratório
asilam Espíritos. O médium,
já bastante enfraquecido, com dificuldade
para falar, fez um sinal negativo.
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