|
01
– Errar é humano, insistir
no erro é burrice. Por que mesmo
sabendo que algo é errado, cometemos
o mesmo erro? Como fazer para que isso não
aconteça?
É que ainda estamos mais próximo
das bestas que dos anjos. Daí o fato
de “empacarmos” com freqüência,
nos caminhos de nossa renovação,
em reiterados enganos. por isso, Paulo proclamava:
O bem que quero, não faço;
o mal que não quero, esse eu faço.
Não obstante, aprendemos com o espiritismo
ser imperioso que lutemos contra nossas
tendências, fazendo prevalecer o bem,
antes que venham os esporões da dor
para nos “desempacar”.
02
– Como agir diante de um patrão
com excesso de poder e orgulho, que persegue
e maltrata seus subordinados, humilhando-os?
A besta responde aos coices escoiceando.
Se queremos agir racionalmente, devemos
ensinar boas maneiras aos que não
às possuem, exemplificando respeito,
tolerância, compreensão…
Por mais deseducado seja um patrão,
não conseguirá ser rude indefinidamente
com alguém que o trata com urbanidade,
sem deixar-se afetar por suas impertinências.
Não obstante, não se imagine
vivendo um carma. Nada o impede de procurar
outro emprego.
03
– Há cinco anos freqüento
o espiritismo. Sou médium, e ainda
não consegui ser uma espírita
caridosa. Sempre que penso em fazer algo,
dá errado. É problema material
ou espiritual?
É problema de orientação.
O exercício da caridade não
pede lugar, tempo, espaço, circunstância…
Não é um comportamento para
determinada situação, mas
uma atitude perante a vida. Assim, nas 24
horas do dia somos convocados ao seu exercício,
ajudando a família, o necessitado,
a comunidade…Na medida em que nos
imbuímos desse propósito e
o colocamos em prática, multiplicam-se
as possibilidades de sermos caridosos, até
mesmo com a remoção de uma
pedra na via pública, passível
de provocar acidentes.
04
– Embora estudando o espiritismo,
não consigo vencer minhas angústias.
Trago marcas profundas. Fui muito magoada
no passado por pessoas de meu relacionamento,
inclusive meu ex-marido. Por que isso acontece?
Cultivar o passado é revivê-lo
a cada momento. Você está agindo
como alguém que não permite
que um ferimento cicatrize, lavando-o diariamente
com ácido. Quando deixar de ter pena
de si mesma e viver o presente, sepultando
o passado, ficará bem.
05 – Por que o ser humano,
quando sob pressão em seu dia-a-dia,
se vê incomodado e descarrega em outras
pessoas?
Se você fechar a válvula da
panela de pressão haverá uma
explosão. O mesmo acontece conosco.
As pressões são naturais em
nosso cotidiano, envolvendo saúde,
profissão, trânsito, família,
negócios, problemas e dificuldades.
Tiraremos de letra, se as válvulas
de nosso psiquismo estiverem funcionando
de forma adequada, mediante fé irrestrita
em deus, confiança em nós
mesmos e boa vontade com o próximo.
06
– Em minha casa há
muita briga e desentendimento. Como pacificar
a família?
Pacificando-se. O ambiente sempre melhora,
quando melhoramos, substituindo críticas
por elogios, rudeza por carinho, palavrões
por bênçãos, cobranças
por doações. Quem consegue
acender luzes em seu coração,
sempre ilumina aqueles que o rodeiam.
07 – Estou freqüentando
um centro espírita há algum
tempo, mas enfrento sérias dificuldades
com meus pais. Eles alegam que o espiritismo
é obra do diabo e me criticam muito.
O que devo fazer?
Demonstre-lhes que o Espiritismo o faz mais
estudioso, mais alegre, mais confiante,
mais cordato, mais atencioso, mais amoroso,
mais compreensivo, mais amigo. Eles concluirão
que tudo isso só pode vir de Deus.
08
– Como vencer as barreiras que nos
separam das pessoas?
Comece por calar reclamações.
Coração amargurado, dizia
uma madre superiora, é obra-prima
do demo. Quanto ao resto – é
ouvir muito, sorrir mais, ajudar sempre.
|
|