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1
– A Doutrina Espírita, considerada
sua condição de revelação
divina, tende a expandir-se naturalmente,
ou há necessidade de nosso empenho
nesse sentido?
Exprimindo leis divinas, princípios
espíritas como reencarnação,
causa e efeito, sintonia mediúnica,
vida espiritual e intercâmbio com
o além, constituirão um dia
crença comum e toda a humanidade.
quanto ao tempo que isso levará depende
dos espíritas.
2
– Que dizer de dirigentes espíritas
que são refratários à
utilização dos meios de comunicação,
particularmente a televisão, sob
a alegação de que isso massificaria
a doutrina, favorecendo um desvirtuamento
de seus princípios, como aconteceu
com o cristianismo?
`Oproblema do cristianismo foi a institucionalização,
não a massificação,
sob a ação de indivíduos
e grupos que defendiam seus próprios
interesses em detrimento da pureza inicial.
3
– Equanto ao que proclamam que se
o indivíduo está preparado
para a doutrina a espiritualidade o colocará
em contato com ela?
Até pode acontecer, em casos isolados.
Mas seria ingenuidade pretender que bilhões
de pessoas, no Brasil e no resto do mundo,
não têm contato com o espiritismo
porque seus mentores ainda não decidiram
a respeito. Essa responsabilidade é
nossa. Se a Doutrina Espírita atende
aos nossos anseios, se a consideramos uma
bênção de deus em nossa
vida, temos o dever de trabalhar por sua
disseminação, usando todos
os meios ao nosso alcance.
4
– O movimento espírita é
pobre. Onde conseguir recursos?
Pobre é a participação
dos espíritas nesse trabalho. Há
milhões de adeptos que poderiam contribuir
para um programa de divulgação.
Há uma lamentável omissão,
mesmo entre os dirigentes de nossas instituições.
Há Centros Espíritas que sequer
admitem trabalhar com o livro espírita,
participando dos clubes ou montando uma
pequena livraria.
5
– Por que acontece isso?
Por um lado aquela idéia de que a
espiritualidade fará tudo. Por outro
é a má vontade. Proclama-se
que é “pecado” falar
em dinheiro em nossas instituições.
Esquecem nossos confrades que o dinheiro
é neutro. Depende do uso que dele
façamos. Contribuir para a divulgação
da doutrina com doações seria
uma aplicação muito boa para
o nosso dinheiro.
6
– Devemos, então, “arregaçar
as mangas” nesse sentido?
É preciso “fazer acontecer”.
o espiritismo tende a se disseminar pela
força das coisas, como destaca Kardec,
mas ele próprio tratou de fazê-lo
acontecer com a publicação
de livros, o lançamento da revista
espírita, viagens e palestras, empenhando-se
mais do que ninguém para que as pessoas
tomassem contato com a doutrina.
7
– O movimento espírita deveria
ser mobilizado para a arrecadação
de fundos em favor da divulgação?
Sem dúvida. Nosso companheiro Franklin
Wagner, de Ponta Grossa, vem sugerindo,
através da imprensa espírita,
que seja instituído um órgão
nacional de divulgação, sustentado
por contribuições em dinheiro.
Se cada espírita contribuísse
com apenas um real, mensalmente, arrecadaríamos
milhões, o que possibilitaria nosso
acesso aos meios de comunicação,
particularmente a televisão.
8
– Por que essa idéia ainda
não vingou?
Simplesmente porque nenhum órgão
de unificação interessou-se
pelo assunto. Ninguém quer assumir
o encargo. Nós ainda planejamos muito
as coisas, em nosso meio, debatendo as idéias,
o que é louvável. Mas está
faltando fazejamento.
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