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1
– Os manuais de auto-ajuda estão
em moda, aparecendo no topo de todas as
listas de livros mais vendidos. O que isso
significa?
Significa que as pessoas estão procurando
uma saída para suas angústias
e perplexidades, ante as tensões
e pressões da sociedade atual.
2
– Os críticos picham esses
livros, situando os autores por maus literatos
e exploradores da ingenuidade popular, movidos
unicamente pelo propósito de ganhar
dinheiro. É isso mesmo?
Não nos compete questionar as motivações
alheias, até mesmo porque não
sabemos o que vai no íntimo das pessoas.
Quanto ao aspecto literário, somos
todos aprendizes, mesmo os críticos.
Deveríamos nos preocupar mais com
o conteúdo, menos com a forma, principalmente
porque vivemos num país pouco habituado
ao cultivo das letras.
3
– Questiona-se também a capacidade
dos autores quanto às orientações
que passam, já que não são
expoentes da cultura e da sabedoria...
Seria ótimo que tivéssemos
expoentes da cultura e da sabedoria nas
listas de mais vendidos. A preferência
popular situa-se mais embaixo.
4
– São aceitáveis, então,
esses livros?
E por que não? Não conheço
nenhum que estimule vícios e maldades.
Ótimo que o leitor os prefira aos
populares romances que vêm recheados
de sexo e violência, vilanias e traições,
em histórias nada edificantes.
5
– Que restrição poderíamos
fazer?
Geralmente os livros de auto-ajuda exaltam
a auto-afirmação, valorizam
muito o empenho de conquistar sucesso, ganhar
dinheiro, destacar-se, para ser feliz. Isso
pode induzir ao cultivo do egoísmo.
6
– Não é importante nossa
realização pessoal para que
vivamos bem e sejamos felizes?
A maior de todas as realizações,
capaz de nos fazer plenamente felizes, é
a nossa adequação às
leis divinas. Jesus, que foi o supremo mestre,
ensinava que não nos aproximaremos
de semelhante conquista enquanto não
negarmos a nós mesmos, isto é,
enquanto não vencermos os impulsos
egoísticos.
7
– Há na literatura espírita
livros de auto-ajuda?
A maior parte dos livros espíritas
orientam nesse sentido, na medida em que
destacam a necessidade de vivência
dos idéias cristãs, particularmente
na literatura mediúnica de Francisco
Cândido Xavier. Livros como Fonte
Viva, Caminho, Verdade e Vida, Pão
Nosso, Segue-me, Vinha de Luz, onde Emmanuel
comenta versículos evangélicos,
são sábios manuais de auto-ajuda.
8
– O leitor angustiado, ávido
de livros de auto-ajuda, irá se beneficiar
com eles?
Sem dúvida, desde que assimile o
espírito dessas obras, onde se destaca
que a maior ajuda que podemos dar a nós
mesmos está em ajudarmos os outros.
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