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1
– É enorme o contingente de
adolescentes preparando-se para vestibulares,
mas com dificuldade para escolher uma profissão.
Por que isso acontece? Como pode o aluno
saber o que programou ao reencarnar?
Nem sempre o reencarnante traz uma programação
detalhada, que envolva a profissão
que vai exercitar. Isso deverá ser
definido a partir de suas tendências
e habilidades, no desdobramento das experiências
humanas.
2 – Mas não há
o destino, no caso, o conjunto de forças
que nos conduzem por determinados caminhos?
O “destino”, envolvendo uma
profissão, pode acontecer na base
de intuições de benfeitores
espirituais que assessoram seus pupilos.
Ocorre que com o exercício do livre-arbítrio
estes podem decidir diferente. Aliás,
o grande problema do homem é justamente
manter, enquanto reencarnado, os projetos
que tenha elaborado na vida espiritual.
As limitações impostas pelo
corpo físico favorecem esses desvios.
Jesus tem uma referência clássica
a esse respeito (Mateus 26:41): …
na verdade, o Espírito está
sempre pronto, mas a carne é fraca.
3
– Um exemplo:
O Espírito planeja ser médico.
Reencarna filho de médicos e desde
pequeno é estimulado, pelo próprio
ambiente, e pelas pressões de seu
psiquismo, a estudar Medicina. No entanto,
sem a visão objetiva que detinha
na espiritualidade, deixa-se dominar pela
indolência e perde a oportunidade,
optando por outra profissão que lhe
exija menor disciplina, menos estudo.
4
– Nesse caso, houve um
desvio de sua parte, comprometendo a existência?
Ele comprometeu parte do planejamento, o
que não significa uma existência
perdida. Pode desenvolver outra atividade
profissional, compatível, também,
com sua vocação, com suas
tendências, transformando-se em excelente
profissional. Vai depender sempre do exercício
da vontade, atendendo ao livre-arbítrio.
5
– Pode ocorrer o contrário?
Não veio para ser médico e
acaba seguindo esse caminho, por influência
dos pais, que lhe asseguram uma faculdade
particular, menos exigente no estudo e na
aplicação.
Ocorre com freqüência. A essa
condição debitamos não
apenas os maus médicos, mas todos
os profissionais que exercitam uma atividade
para a qual não têm legítima
vocação, visando apenas o
interesse pecuniário. Dificilmente
obterão sucesso, terão destaque.
6
– Geralmente quando se fala em planejamento
espiritual, envolvendo uma profissão,
pensa-se logo em medicina, direito, engenharia,
educação. E o trabalhador
braçal, o operário, o comerciário?
O desempenho de uma atividade profissional
mais simples pode indicar que não
houve planejamento nesse particular, por
razões da alçada dos mentores
espirituais. Isso não significa que
jamais ocorra. Alguém pode planejar
ser bancário, ou funcionário
público, tendo em vista determinados
compromissos.
7
– Você foi bancário,
funcionário do Banco do Brasil. Acredita
que planejou essa atividade profissional?
Tenho plena convicção disso.
O Banco deu-me a retaguarda financeira,
a segurança e a disciplina que me
permitiram desenvolver atividades na seara
espírita, sem maiores preocupações
quanto à subsistência. Foi
uma bênção para mim.
8
– Que conselho você daria ao
estudante em dificuldade para definir sua
vocação?
Psicólogos podem ajudar o estudante
a definir seu perfil e o tipo de atividade
compatível com suas habilidades,
buscando definir o que planejou ao reencarnar.
Há, também, cursos vocacionais
muito eficientes nesse particular. Sobretudo,
eu lembraria a recomendação
inicial de Jesus no texto citado: vigiai
e orai para não cairdes em tentação…Em
todas as situações, a vigilância
que eu traduziria por reflexão, um
mergulho na intimidade de nossa alma, associada
à oração que nos coloca
em contato com a Espiritualidade, representam
os melhores recursos para que façamos
na Terra o que planejamos no Além.
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